Há três dias que odeio e que procuro na palavra pequena e fria uma manejada noite, do branco que sonha, que faz o luar. Com que instante temporal eu, às vezes, espiritualizando o poema nos segredos do fogo e preparando, de dentro da palavra, as coisas dos devoradores, as intensidades das facas, os usos do seu universo, o poeta em alguns azuis, os poemas com gumes volteando histórias nas tardes – falando tudo isso, retumbava, com que mão de tempo me emigrava às densidades da semelhança esta solidão de escultor.
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