Mexem-se ou simulam-se os olhares imóveis das folhas. Antes de inclinar mais um nome inigualável, a beleza deve respirar a fluidez de tinta da chuva, obliquamente. Há de se derramar com as poças quando ousar fazer palavras, dizendo o canto de sua senhora, antes da figura imbricada cair na abatida história, duplicando-nos. A natureza reflete o sonho que transmuta as vítimas. Derramavam vivas. Não dava o pecado que a heresia comete na demora. Chama o mar e, de séculos sentados, volta escuro à folha. Outra tristeza se avista. Quase esconde o longínquo morto. Ainda de séculos sentados, bebe o vulto dos troncos. Aqui, na vela – sonhador de navios.
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