quarta-feira, 22 de junho de 2022

10.

Tu és secreta como a noite; e teu silêncio caminha tão verdadeiramente que ele guia as grandes estrelas, segundo seus frios e seus perigos, seu reflexo e sua cidade, e esse enfeitado neon que aparece pesadamente à solidão. Tu és tão secreta quanto te julgo. Como meus sinais levam novamente à perfeição de tua fronte e como a fronte pensa o vento! Teus papéis movem quaisquer olhos; a tinta, o destino, o corpo dos dedos que pressagio e cintilo, e que soterra a terra à tua sonolência, a uma das línguas ou dos ecos encostados sobre a tua cabeça para que a luz a ela se esqueça e não desça até que tenha procurado e povoado o interior das ânforas.

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