Sei que aquele diadema com rubis cinzas contempla antigos lares, semimortos, nessa nudez heroica que se dissolve — dissolução da caneta poemática na primazia da sensação poética. Olho-o como se não tivesse minha fronte coroada. O interior lânguido de outrora sentiu as nuvens que ardiam. As mãos que sempre exageram se abrem com seus dedos sonolentos. Os dedos viram a mesma voz. Vejo-me ao lado da minha tocha. Devolvo o astro ao astro, astro por astro. Elevo o que é fogo ao fogo. Há aqui algo que é igual ao enredo escorchado.
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