Não é preciso renascer ainda de raios e água. Tenho medo de encontrar as árvores que se estendem com folhagens embranquecidas. Lutaremos separados para que a poeira do tempo consuma e destrua, palavra após palavra, o caminho que nos divide ainda. É por isso que o candeeiro está sobre o mundo. Ora, o pano se agita e a casa muda todas as coisas. Os rostos que ela oferece esboçam o púrpura repisado da turba infeliz. Pecado a pecado, a pronúncia. A modéstia da imortalidade. O miserável fruto. A terra podre. Aquele homem isolado no silêncio inquieto silencia-se. Sem olhos. Sem súplicas. Os desesperos da sombra e os esforços canhestros de longos anos. Vamos! Eis aqui minha loucura: o êxtase dourado sobre os tecidos. Meus lábios, minha face e minha nudez sanguínea.
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