Corpo calmo e noite de cores. O povo tem seus pecados empurrados à direita e à esquerda por um beijo fastioso. Penetro nos cabelos torpes do incurável. O tempo é feito de atrocidade, negrume e palidez. Eu vos saúdo, leito que se oferta a todos os devaneios de um sono, começo do remorso! Que acontecimento para o espírito é a pobreza! Na tela proposta sobre os mortos, no sudário do nada e de todas as possibilidades, dormimos e velamos. Sou pedra e cidade a oferecer, a todo tempo, o coração, o seio desmedido.
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