Noite, casa na colina, grande cadeira, baía e o cabo distante. Despojo-me agora de meus veleiros. Quem dirá como, através da hora crepuscular, a janela se conserva? O que foi transportado de um tempo a outro tempo do nada? Como ousar ao cair da noite? Quanta confiança na estrutura do brigue, na calma das direções contrárias, na ordem e na constância marítimas! Esta noite tu regressarás, lobo do mar! Teu reino é o navio no mar. Terrível cabo desconhecido. Guinada essencial. Curso invencível. Sem rumo. As coordenadas da verdade. Envolvidos nas escotilhas metálicas, não voltamos. Não apanhamos em flagrante o horizonte que mostra os portos misteriosos sobre a solidão do mar.
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