Torno-me longo. Alongo-me nos intervalos com a insana sanidade das mãos. Forma. A voz segue a voz que ela engendra, despertando-a, acalmando-a, brincando na superfície da vida que ela envolve. O ser e o ser são vozes na sombra do mundo. Há potências, massas, membros, mãos que se tocam, que se compõem, tacitamente, interrogando-se, respondendo-se. Cofre da alma em si por gestos, assaltos e contrastes animados e resolvidos. Tudo se confunde no extraordinário horror das desilusões que nascem e renascem pela suprema inconsciência funda. Pensamento do único com o único. Troca e partilha. Busca do vazio no vazio. Perfeição vizinha da superfície lúcida. É preciso uma espécie de morte pelo horror para desenlaçar essa voz e devolvê-la ao mundo em mundos.
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