quarta-feira, 15 de abril de 2026

Noite Nanquim — 60

    Sente-se seguro. Sonha a segurança dos póstumos no simples dos fatos. Estou atrás de ti (o mistério). Levo o olhar de toda a gente. Tudo vem do fundo da inconsciência. Sonho passado. Voz concluída no deserto da mente. Existo, chegando ao atrevimento. Volto-me em direção aos grilhões e entrego os pulsos. Elas, sempre elas, quantas delas nesses fragmentos. Idiotice. Tolice (palavra ainda muito doce). É por isso que esvazio a mente: para que elas caiam do nada ao nada, cada vez mais. Este livro é ilegível. A alma sobre essas linhas aguarda os choques da multidão. Já me fiz em tudo com palavras. Faço-me agora no Nada.

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