Um relâmpago atravessa a substância do caos dos seres. A mentira se mostra e foge por meio da consciência alheia. O dia passado reluz nos olhares, desenvolvendo-se e apagando-se mais uma vez numa espécie de egoísmo transcendental – fenda do dia. Respiro para tornar inúteis as formas do pensamento, esquecendo para ser, abandonando-me para agir. Surgiu estrangeira, estranha à noite terrível da amplificação. Depois deu espaço ao lado para um bizarro outro-eu de algum tempo anacrônico. Entre um momento tão próximo, tão carnal, tão intimamente perto com esta voz de um horror inteiramente inumano, a ausência sorri o pranto da alma. Como a chuva que escorre pela persiana do tempo, as luzes do teto, com um estilo de elipse zenital, olham de um prisma fixo. Cristal: feixes de solidão.
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