Atiro, agora, o destino como uma bomba: vou pelas vias da loucura. Enfim, sucumbo sobre o livro de horror do mundo. Que se façam as trevas do pensamento! Que as palavras ao sopro das mãos apenas se rendam no céu estrelado – a terra sobe às estrelas. A pluma irradia o instante do holograma instável. Não temos mais nomes, rostos e olhos no universo. A aparência de tudo se desvanece com o hábito. E não há mais distância entre lâmpadas. A substância do nada não existe mais. Consciência oca. Esqueci as faces, e todas as formas não me são mais familiares. Não há senão a voz para colher outras consciências. O instante não faz mais distinção entre as sombras das noites passadas e das noites futuras: as pessoas se apagaram.
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