Silêncio de funeral, sacada dos deuses, destino, sustento por meio da solidão um universo de instintos, a piedade última daquilo que foi antes de todas as coisas — tu enxergarás o bestiário. Minhas almas são o abismo do mundo. Respiro a autoconversa existente nos hieróglifos antes da tempestade. Espero a presa que não deve nascer senão de tantos outros. Ilumino com gestos espelhados o vazio-seco de onde muita gente jorrará. Em segredo, uma voz conhecida ensaia vozes desconhecidas. Busco e desenho as figuras implícitas que preexistem na cova — sepulto na cal todas as veias da mente, todos os cabelos.
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