segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Noite nanquim — 15

    O demônio da analogia me assiste. Asa plena. O punho cerrado e duro contém a diversidade das palavras em tom descendente — assim me sinto e me vejo. O total da pausa fatídica é mudo. A potência do vazio de significação, em toda a sua força, é o resumo e a negação do som nulo. Num estado de concentração aquecido, mais geral que a lembrança suportada, as asas se edificam sobre as palmas das mãos. Os dedos pelo artifício do mistério repousam as intenções intelectuais nesse mundo visível e possível. Tudo solicita uma especulação diferente. A obsessão de frases de uma queda anterior.

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