segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Noite nanquim — 27

     Pergunto-me e já não sei. Em meio a gestos, vou ao encontro dos revoltados através da máscara, do fim da taça, das visitas intuitivas. Escorre o mal tempo assombroso, toda a hora do mistério incompreensível e tépido até a sua pequenez. A linguagem, instrumento da loucura, elimina o pensamento, rompe-o num desregramento labiríntico. Daqui espreito os segredos e as espontaneidades dos espíritos que se movimentam e relevam a ária vida longínqua como uma queda do céu.

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