Pinto-me, oscilando o possível. Apago. Afirmo seguramente a acusação: plagiei. Não tenho mais ou menos culpa que os outros. De qualquer maneira, agora não importa mais. Fracassei? Não busco esconderijo para estas confusões. Minha tinta é invisível, e esta escrita do outro lado do espelho abre outras estradas. Digo sem querer que os sineiros rebatem os medos. Até suas lanças são justas em suas injustiças. A sombra alonga o homem histórico que nunca vê as silhuetas das palavras contra o recorte do sol. Mas somos as espadas desembainhadas que diferem, com sua liberdade, todas as vidas da vida. Ganhamos, perdemos, diferentemente de todos e de tudo. O ser nunca é nulo. Sonho com essa existência. Ouço a realidade invisível que silva e segue. O abismo não sei onde abisma não sei o quê.
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