quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Noite nanquim — 26

    Sentado entre os supremos, penso a forma definitiva. É o pêndulo oculto das sombras batendo no labirinto. Nada está mais pronto do que é e do que havia. Ao estender o pano, o osso ou a cartilagem, não consigo instalar outra língua no meio da imbecilidade. Esse frio, de forma magnética ligado pelos gritos ao infinito, é uma espécie intermediária de dúvida que faz desaparecer todo o horror da ideia surgida. A hora, enfim, cansa-se de si própria: o ponteiro, o clarão, o ruído, em sucessão, esgotaram as suas mágoas. A verdade nos oprime. Sorrimos através de nossas veias delirantes.

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