Estes fachos me assassinaram. Sou perfurado por personagens. Explodo tapeçarias, cruzando o combate dos acasos. Carrego cortinas por espaços de trevas e agonia. Que a menor página fechada seja precisamente aquela que se identifica como a maior potência do tempo. Um só pedaço de ausência. As tapeçarias rebentam de obscuridade. Não posso mais. Os móveis estão cheios de frascos. Em volta da substância do Nada, multiplico rapidamente todos os versos daquele livro de magia. Quantos sonhos ao mesmo tempo! Não me sustento mais. Sufoco-me. A sombra e o silêncio me sufocam. Ofegante, sigo… Esse movimento de asfixia existe? Algo me pressiona. A hora me consome, me incita… É a caça quimérica: ela transforma-se em mim.
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