Rodopio os circos da sombra lunar rumo ao poente. Dou um passo na imensa profundeza. Entro em segredo no futuro. A cova fria se percebe como horror, e o oposto de este tempo quer convencê-la de que a morte a rodeia. Eis aqui todo o calhamaço entre a inteligência e a vida. O instante quer me prender. O coração defunto acredita me cercar. Mas ele, com seu céu, não é, para o fundo, senão um erro maior – um acontecimento de lume após, um demônio como um vulto supremo. Estas palavras são um demônio na alma. Orbito como a morte e os corvos acima das portas do mundo. Clamo as manchas que nascem das sombras, das mãos. Respiro-as. Não sou suficiente para o espírito e para o tempo. Embriago-me e verto forças flutuantes. Penso. Digo. Encontro as bruxas que me lisonjeiam o corpo e me mancham de palavras.
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