Quando o vapor do mar sossegou, o capitão se deteve entre vozes e madeiras e fez viagem à ilha de lado a lado no vinho. Os caminhos escondem as relações que olham. O antigo vime rude abre. As almas lançadas no tombadilho do navio. O riso corre no vento, nas fitas, empalidecendo os náufragos. O cais e a manhã viram. Paquetes esfumaçam o ar. Na deserta orla admira-se vidas pequenas. Atrai com roxo e vermelho o poder de capitão. Áspero no respirar. Tudo envelhecido – navegações, parceiros. A água corre: obscuros ímpetos e poesias nuas. A lua natural é falsamente vazante. Ignorâncias, mares, almas, terras, falecidos vácuos. O sonho de porta, voz de mar ignota. A ânsia natural nauta e vaga. Flauta subtil perdida no mar. A álgebra de Ulisses. Tênue Tâmisa. Circunstâncias: garoa que sobre a data resplandece, atravessando a flor trivial das paredes. Palidez das rosas. O mar flutua sem fim. O hálito dos cantos. Agonia a agonia. Sepultura: o sol de tinta. Gemem molhadas as saudades em poetas calados. Doentes eixos franzem feridas. Morimbundamente amargos. Nada, no trêmulo pensamento. Nos mundos a antiga música larga e quebra os passos limosos. No fundo dos aspectos, na vermelha cólera, vão-se as indiferenças lamentosas, erguendo a cabeça em ironias úmidas. Faz do mar a cadência estranha de deuses poentes.
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