Sim, o navio, o velho navio. Velas do passado. Mares e horizontes. A alma abrevia. Nada se sustenta, respira. Tuas coisas não serão suficientes. Pelo mar, eleito ao céu, naufrágio. Os ventos da distância. Treme o volante. A boca anuncia. Manhã das faces salgadas. Urra o vento. O calor brinca nas vagas. Asas. Desta voz nada resta. Água posta. Gáveas e galdropes. Os brinquedos, escotilhas e caldeiras. Desta hora não encerras ido. Turva-se a significação de pedra. Cascos de navios, sob os cabos, ao longe, as paisagens. A distância morta. Galga os nervos. Tordos! Nem a morte a iluminar estes olhos vazios. Desliza a espada. Soçobra na tempestade. O suspiro nu. Rei de braços. Filas de nada ante a alegria. Palpita a frase. Espesso horror. Tu sombreias as verdades. Tu sombreias!
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