quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Do mar — 31

Com quilha, risca o caminho teu salto – paraíso de náufragos. Degustas teu diamante. Está na hora de saber quem puxa as cordas. Cegos gestos mais violentos. Remunerar a cor em piedoso consolo. Ondulas tu. Ondulas por último. Rumorejas. Tua surdez. Fostes à ilha. Havia esperança. Confrangadas comoções cacimbas. Não ajudas a construí-las? Tu, sereno, carrega. O fingimento que lá dentro cabe. Filas sobre nadas. Nada. As dissolvidas trevas tão próximas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário