quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Do mar — 32

O Lobo do Mar contempla a distância. É a entrada. Na saída, os excessos, ainda imaginados. Escoam as linhas. Treme. A praia deserta. A voz. Os rubros momentos de suposição. O quebrar das ondas, a fechar antes as espumas. Tranca o canto. Embala longe o tormento. Coléricas, as aparições precipitaram-se. Logo a ânsia alastra-se à noite de fome. Os passos cadentes. Nos jardins, pálidos, intactos apelos. No recôndito fundo do mar, tomado o navio, esconde-te, Igitur. Um silêncio carnoso o cobre e o alastra em ondas.

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