segunda-feira, 11 de maio de 2026

Noite nanquim — 71

    Mortal urânio acelerando borboletas. Dia imortal preparando-se para o voo dos cíclames. Uma dança-espada escrevendo ilusões e delírios. A lâmina cursiva em lua, entre dragões, vara de bambu e lianas, passa ignorando. São penas, plumas e canetas a cada instante. O holograma irradia continuamente as palavras (radiação de holograma estável), como se fosse a cristalização do tempo (como uma pessoa que viaja no tempo). Viga fixa. Feixes de sombra. Vaga o branco na vaga, delineando pelas estradas as beiras de alguém, logrando nas páginas brancas os nós de outras entradas. O sujeito escolta insubjetivo o nunca que por ali há.

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