Existe um número imenso de horrores. Moinhos giram dispersamente. A visão permite o pensamento: pulsação de vozes. Enquanto as misérias elevadas sobre os barcos navegam nas brumas, à deriva, sem esperança de porto, os desequilibrados beijam os lábios do abismo. A voz no seio da noite sem medida – nas muitas horas em que a fito. Desperto. Ergo-me. Sigo – um passo na imensa profundeza. As viagens no último limite propõem a hybris de Odisseu. Interceptado, o ponto imaginário jogado nos ombros. Abro a esfera celeste. Ela, desastre, sistema Órion em ascensão: a trajetória ao redor do observador culminará na hora – os vazios em queda na mente. Decifro o eixo vertical.
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