Sobe, palavra a palavra, o gemido ilegível que há nas bocas da noite. O silêncio deita sua ardente concentração. É a hora — lendo e lendo —, o levante, o despertar que estremece aquele que tem algo a dizer. Orelha, boca, testemunho – tudo aqui. A água profunda está tão calma – fluxo do nada. As águas das coisas-reais, das coisas-espirituais, das almas em pedra-entidades são tão transparentes quanto o ponto traçado do corpo ao infinito. Nada turva. Enquanto as almas despontadas mal se oferecem ao firmamento, o navio ao vento sonha rumo às manhãs. Navegação celeste. Sonho tudo isso da abóbada astronômica. Sistema horizontal escorrendo disforme as sensações. Graus – Zênite e Nadir. A poesia é a guerra de Troia continuada. Aqui todos os mortos ressuscitam com os rastros que crescem de outra boca sobre a noite do verão.
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