As sombras dos montes me acompanham. Chegam os mitos ao fim da tarde. Regressemos ao instrumento. Recorramos à imanência do mistério, às carnes brancas, às fezes da compreensão. Sente-se aqui. Sou a voz a te falar de quem tu amas. Tuas mãos, teus pés estendidos, úmidos, em direção à morte dos teus próprios traços: teus olhos sonham fagulhas. Diante de ti, elas dançam, invisíveis, e estalam como se fossem os sinos da igreja. Estrelas declinam sobre a terra – aqui. Sente-se. Presumo o testemunho de todas elas nas palavras.
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