segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Noite nanquim — 33

    Confundo tudo. Separo-me — não sei em qual caminho — da causa e dos efeitos do infinito. Quando pairo, Voz, certamente não sou senão o erro maior. Quando caio e giro, não sou senão vacuidade, sem passado, sem futuro — intérprete inconsciente. Voz e Não Voz, engendro uma possível, uma irrealidade transparente de sonho aberto. A vida salta de voz em voz. O ser antigo e o ser profundo não podem, no momento, suportar a íntima parte de alguma terra desconhecida. Abro os lares perdidos, o berçário frio das almas e o bom interior escuro.

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