segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Noite nanquim — 31

     Fixa-me e impõe-me o esplendor na alma da improbação. Alguns instantes, bojos de terror, são focos vagos e apavorantes. A oliveira seca se protege da irradiação das luzes. Num estertor dormem quatro goles: penso vagamente na escuridão daquela face, na cruz ígnea pousada na monstruosidade dos sofrimentos. Que importa este ser? Que importa esta extensão? Que importa também tudo o que chega ao seio, tudo o que nasce e morre no seio? Sou eu a coisa de outra coisa? Sou eu o joguete do eterno erro de um grande prédio em chamas?

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