quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Do mar — 35

Bebe um pouco de crueldade, um pouco, e sente o corpo abominável, delicadeza de nervos. Subsiste, lá, ferido, rasgado. Foste lá debaixo do cuspe. Nenhuma lonjura por mudar. Serena ao largo da ilha. O bosque! Aquele ilhado encanto. Finita torre de inegável crime. A vida aí depõe teu caminho. Alguém sangra e se afoga mansamente. Muros brancos sob a patada da noite. Acaricias e empresta os leões. Em vagas luzes.

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