A angústia seguia. A janela das madrugadas. Navio perdido. Erguia-se a essencialidade do sentido como nascido. Revelações morrem na hora. Bulício atento ao erro dos navios. Instabilidade erguida. Um propósito abre projetos no dia, embaralha a tormenta dos marinheiros, dispersa a tábua dos oceanos, eclipsa-se. Num frio de pampeiro, giram barris, óleos, verdes. A embarcação dispersa as coisas do espaço. Os portos com tripulações e construtores. As aventuras de prata espalmam espíritos. Esgarçam luzes de ordem. O imediato do paquete. O estranho canta atrás dos alojamentos. Partidas se prolongam. Os mares e as manhãs a bordo. Nexo das horas. Homens de proa! Dia de partida! Tripulação a bordo! Previsão de tempestade! Que as vergas da embarcação e os molinetes do nada sejam vultos! Os tremores que se escondiam e as eternidades que já olhavam. A paisagem correu as encostas, nas barbas, os olhares, empalidecidas mãos. No mar de rubores, menestréis admiram faróis cintilantes. Uma asa bate, o menestrel gira os mastros, compreendidos os gritos. A vela foi erguida. Marinheiro, role sobre a terra: reminiscências e afinidades. Do vento noroeste ao vento sudoeste, sobre o convés e a direção do vazio que banhou o lugar. Levanta o manto: a previsão de dias. Velas tricotadas de ossos e dentes. As portas! As janelas! Os potes! As panelas! O fogão! As portas! As janelas! Os potes! As panelas! O fogão! As peças! Os beliches! Os jornais! E lá os homens, as embarcações, os mares e os dias flutuando. A lã do suéter e o tecido, uma jaqueta, a ilha da agrura. A voz dispara a sotavento, entre dias e noites. Golfinhos desfalecem ao meio-dia. Marinheiros sufocam momentos na proa dos barcos. Sobe o Cabo Horn. Um torpor de olhares, de lugares noturnos. Em tuas terras, fluirão sacos de café e de chá. Teu biscoito e tuas roupas serão as únicas coisas em tua caixa. Em todo o pélago, nada desses traveses. Brigues que giram nos livros. A quilha já falecida desce a espuma. A alcíone da ilha grita. A calmaria está à venda. Os ministros estão caindo. Só pode ser o rouxinol da ilha avançando. Esta mansão com odor de limão em flores. Pálpebras na chuva. Musgos se enraízam, setas e dardos se reúnem. Que estrelas! Branco salpicado de pés. Os tetos dos pombos. O túmulo dos pinheiros! Os ferros ardem, cinturas se dilatam, escorrem balas e chumbos. A alma se atira das tochas.
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