quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Do mar — 16

As linhas giram as extensões da vigia. Criaturas de carne e pele. A manhã de verão pisa. Sacolejos do ar traçam algo. Aceleração dos paquetes, das entradas. Doenças inexplicáveis e ocas. As saciedades espiam: vagas de vácuos. Tédio já cheio de dores partidas e repartidas. Na nitidez do navio, o perto é gente de outras fugas. Desejais que eu fie? Os olhos confortam dentes. Defendidos dedos, retornos! É a cilada. O perturbador passo. Uma madrugada luzente se tais aparecimentos se ausentam. A âncora não desce. A veemência anda muito visível. Tateada bússola! O frescor dos palmares cai aos pés de outros brilhos. Muito além da nudez, estes banhos espraiados. A água voa e o cabo explode. O vazio rolava apartado. O limite dos entes insinuava-se entre as bordas imponderáveis do mundo onde, por instantes, vagava. Não teria ele zombado do reino? Não existe medida aceitável que possa arrombar as colunas dessas salgadas balanças? O tempo navegará quer queira, quer não, em nós, sem nós.

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