A marítima cabine, por oceânica cabine, os infinitos azuis, expandir a partida. Vento cantante a musicalizar a onda. Ondular com o brigue, solidão animada, adensar marinhas na vela. Se você soubesse quantos fervores içam-se, quantos fervuras se rompem, o éter a faiscar! Espumas viajantes de cada dia. As noites pelos marinheiros. Ondulado convés, pés e latejo difuso. No fluxo do refluxo fervilha o tom de vagas ocultas dos mundos. De sais, todas as sílabas. Um ranger ritmado se instala: cordame melancólico. Destinado livro, veleiro da inclusão, folhas e velas içadas. A queda é ramo firme. O anjo dos relâmpagos na chuva. Madeixas, tempestades, fímbrias da grande sombra. Bravo, fúnebre. O cântico, noturnamente, passa. A fronte volve à Zênite e à Mênade. No domo sepulcral, as abóbadas giram. Na força, a atmosfera vaporiza, fumaça, o fogo saltado e crepitado do sonho. O embalo rumoroso e corrente de todos os cristais agitados. E alguma pronta angra encontra uma só torre recoberta. Recoberto palácio, no qual viajam os desmaios. A planície atlântica das flores submarinas que, mais do que célere, mais do que afogado na voz seivada, empalidece já perto. Todo o despojo das escutas: as folhas. O companheiro e a fuga nunca logram. Cada súplica se ergue de espinhos. Túmulo da queda. Aquele que naufraga nos lábios. Aquele, professa. A trombeta que esmaga. Enjoos se prolongam. As horas e mares do sentido. Manhãs de distância, entrada do primeiro paquete. Almas vagas, brisas de porto. Oh, barcos, vida, manhã, fumo! Maiores do que orlas e ares. Desertos do cais progressivo na solidão absoluta do mais além de um dia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário