O capitão dos navios concentra os cachimbos dos ventos onde escuros sóis avançam na chuva. Acima do peito das mais tatuadas âncoras, um homem bordado pelo imenso rosto da fúria. Nos mares, safras de vidas vastas rompem em estrídulos e cios. Silvos em volantes. Lá em cima (onde?), os assobios nas carnes. O chamamento de canções ferve. Que vento desperto, que manhã estremecida vai devolver os olhos mais corados? Via no bote o movimento brusco, e o som encosta o navio. Nas baías, nos cortes de horror, sem alcance, sem chumbo, sem altura, a inundação oprimia a profundidade aturdida. Oceano ou céu, repara? Pelo som, o medo sacudido, o sonho afogado. Fragor no monte! Repetida exceção, o movimento de lábios, um milhar de rezas. Histórias e relatos. A maior incerteza é prover de histórias os contos tétricos. Lugares, homens, escutas, casos, clamores, portas! Ao desembarcarem os comensais, núpcias, almas, vazios, bordas, velas! Recebe o branco a vastidão da barba. Enfim, o desenho. A cada coluna, outros sais circulam. A baía de nomes. Já não era o caniço a ondulação de fins, antes o caniço grande girando célere numa coberta e ao toque de Hera. Vivas jornadas, tenebrosas selvas, verdadeira estrada, a memória. Panteras de pele de malhas cambiantes. Astro rodeado que foi adormecendo. E, quando a alma lhe beija a dor, cai-lhe da hora a infusão do pavor no peito dos leões. Precipitou-se vogando em vão os escaleres, os querubins flutuantes. Arlequins de graves andas, tonitruantes arsenais, oficiais trôpegos, as portas, os lares e cabelos. Em ruínas, as obras nos cardumes dos rios. Então, as hercúleas corridas sombrias emergem em torno da sacudida anca. Com embalo e opulência, conduzindo pilastras na pele podre, em profunda e soturna infecção, a terra.
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