Estendidas quilhas de navios, partidas. Sangues de fundo a fundo, correntes de mar de convés a convés. Lá em cima um corpo se decepa sobre amuradas. Que cabeça vai subir do dedo infante? Que olhos uivarão? Leão de garras famintas; avivando a voz irreal no estouro do ar. Fado deixado pelo mar. A outra quilha. A horrível quantidade de gemas. Sua vela, sua vela! Sua corda! A borda de todos, uma partida mais alta. Sua nuvem! O relâmpago exato; as linhas fundas. Rios! Largo barco de rumorosos ventos. Ó timoneiros, ó marujos, ó trabalhadores, a ninguém foi confiada a aragem! Os cadáveres por derrubar. A santidade das legiões. O velame trouxe o murmurante embalo da noite. Esta quilha prova o movimento! O espírito que se esgueirou com tão leves botes canta. Veleja a canto com todos os mastros. As névoas esfolam pássaros. Às antiguidades do choro, o naufrágio medra e bem nega o ataque feroz dos pés. Da folha, a árida observação. Só para cadáveres, as bolhas nos lábios, mortos entre o limo e a cor. Arenosa é a ruína. Calmo negrume do vagalhão. Ali, jovem, espraia-se a tristeza. Aparência está atrás da criação. Medusas do crepúsculo. Pupilas escuras e transparentes. A fronte branca da baleia. Os tatuís e os caracóis solares. O peixe ascendeu a escama. A grande ponte num incompleto arco. Luzente aço das espadas. Fumegante goela e assalto dos elmos. Dos escudos e das couraças – equinas patas ressoam na natureza. A sensação de costas. Doentes cais de grandes vácuos. Hão de perecer!
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