quarta-feira, 10 de julho de 2024

Do mar — 8

O lugar se revê pelos mundos. A hora matutina. As presas do assalto. Horas novas! Num florescente barco, latitudes. O sofrimento seu. Irreal alma! Mude a orquestração. Livre-se, comece. Crime. Espasmos-cantos. Vendavais e orgias. As poeirentas nuvens quentes. Bicho sanguíneo. Serpentinosos gestos, o velho mastro. Os pés das velas. Quando o cordame é forte, quem se afasta? Cordame, poleame. Junte-se a César com seu esfacelado rasgo! Único pirata. Dente pilhado, fonte. Nos órfãos, o mais arrepiante poder. Maldizeres diurnos. Lunares viajantes. O lar será mormacento. Verdadeiro raio. As insanidades. A sombra dos navios. O sono da alma. Ditame avermelhado e chuva. O convés úmido. Rumores, sacudidas. O ressequido velame do esgarçamento, rompimento. Flâmula do ar. O lume no mastro! Astros dançantes. A boca se parece ao abrir. Chegado ao oceano; na ilha o peixe se recolhe e em chão a escama rola. Carregar os oceanos de músculos. Traçar com braços os verdes ídolos. A ordenação bailarina. Contorções giratórias de navios. Cavalos, lá, fileira, entre eles as esticadas travessias e crinas. O marinheiro fica longe na praia. Obscuro caminho pende às piedades. Abaixo, vislumbra-se o anão ferreiro, morto e frio. Na carne e na pele, a criatura-nau! A obliquidade das barras.

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