Perdido, ligeiro, Orpheu se desprega do mar. As celestes terras próximas! O mundo amanhecido. És tu, Orpheu, o mesmo Orpheu, o mesmíssimo Orpheu? Quem procurara por teu rosto? O dia salta de Orpheu em Orpheu. O liso branco. As águas ao mar. A pintura sem pintor. Mexe-se a ausência. Ofensa nenhuma e insulto crível. A cruz da tortura. O brilho da prata. A luz no vidro. Na passagem atropelada, o encosto da gaivota na imagem infante. Emerge-te ante o lugar que não estás!
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