quinta-feira, 3 de abril de 2025

Do mar — 41

O aquático cabo da ilha. Os balanços dos coqueirais longos. As lagunas. O azul. A safira. Animais rápidos. A nudez. As danças. As falas e os fundos. As setas. O ferro. A lança. Os ouros. A flor. Bem fina. As diversidades. O metal. As pérolas. O deserto e o temor da fonte. O rosto da campina. A neblina. A ordem. O cumprimento. As contas. Os erros. As visões descobertas. O barro do homem. A esquiva. As cores. A tutela e o regresso. Os mapas. Os conluios. As conversas. O inavegável. Criado barco que chega com todas as peles. Afilados mastros. No umbral da primavera, os sussurros desnudos de todos. Dias mortos, aqui gastos. As proximidades recomeçadas. O vazio branco da página. O poente secamente. Semente das vizinhanças ocas. Os rasgos do pássaro cheio de leitura.

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