Nas portas, há frio. Abre-se o mistério. Tem pavor que não se arrepia. Recusas fundas. A loucura sobe em um ponto que desce. Dor abandonada do gosto. O crime janta na mesa. Sou o tempo, passando no frio. Razões furiosas junto às ânsias do crime. Sou a maldade na inquisição marítima. A respiração dos medos na nuca. Fútil tortura da passageira pobre. Chacina em alto-mar, roçando. Olhos que se enchem. A canção alinhada. Que mal os traços e as retas! A face ilumina o reler inútil. A um desabamento enorme acima da imaginação. Turbilhão lento. Sensação sem batidas! Dos lados, o frio. As lanternas de esquina. Um olho é janela de jardim. Fraturadas lunares. Uma carícia desbotaria o sonho. Certas pranchas aguçam a loucura: todas as escoltas sombreiam. Hoje, o hipocampo ultramarino das marretadas e o funil dos tremores. Sonha o tecelão, azul firmamento antigo. Uma ave dispara na ilha áurea. Aurora dolente. Chore depois. Torpores lentos. A fria luz erguida das tardes. Pendões orgulhosos! O menino – a tristeza oscila! O barquinho continha borboletas violetas em olhos e algodões. Nenhum entretom de espuma ou sequer de mato. As folhas das algas. Agora, a maré momentaneamente percorre em sonora milha, quebra perfilada. Se navegasses por aqui, palmilhando a similitude que antigamente palmilharias, desde a ilha de que sem dúvida partirias, se navegasses por aqui nos caminhos, encontrarias os avisos elétricos que é a tipográfica busca. O mesmo ocorreria ao fim do lamento. Punhado arenoso. E aquilo porque supunhas morrer ao cumprir-se areia. Um homem construiu um cais nas pedras. O mundo foi exteriorizado na porta da alteração. Revelação diversa. Guindastes, chegadas, comboios, mercadoria por cima desses negrumes. Ocasiões fundas e chaminés, fábrica e sombra. Esquinas mundanas. Uma vez extasiado, o vento justo manteve o curso através. Há primaveras sem árvores. E, sobre as plantas, animais... O mundo deixou-se em afetuoso silêncio. Abre-se a concha. Balançante cavalo-marinho. Agora, o redondo polvo no desalinho dançante. Arenoso, o tempo ressurge. A dor é o monstro pousado: as imagens são as despedidas de movimentos embalados. A ave é a estrangeira. O frio é o nó que surge. Sonorizada fúria, ébrias flautas, a cor do gesto. Os horrores. Ali, o cavaleiro e o santo. Erro das cores, artes de ventos, salões de almas, caverna e marés. Sonha a caravana de histriões, a chuva, o ouro, a hora, o assombro, o escombro. O choro da viúva. Céu pesado, acessível, de alguma chegada. De início, foi apenas chuva. Os silêncios! As cegueiras! Ela velará por desprezo. Sim! Este leque: perdição e desprezo! Os leques! As horas! As catedrais! O ar uiva sob a grande porta, cuspindo os belos sorrisos da tecedeira. Um toque tão vermelho, tão azul na pedra. Prometeu.
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