Porque, se eu me esquecesse e não dissesse senão o meu regozijo, pressinto que irritaria isso. Que me importam todos esses vultos do meu pensamento, esses pequenos deuses no esqueleto? Não sei prezar maravilhas tão íntimas, tão falsas e tão só como hoje estou. Você ama as manchas, e eu amo os livros. Manchas são coisas, e os livros são seres. Aprecia comigo esse abismo que existe, esse grandioso livro, portador de ramos e de manchas, esse grande livro isolado e completo. Odeio-te, gostaria de odiar como tu, ser odiado como tu odeias, vibrar, crescer, perecer…
Nenhum comentário:
Postar um comentário