quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Noite nanquim — 42

    Sou minhas mãos. Esvazio-me na escuridão. Encontro-me nas palavras. Ascendo como uma flor ao verão. Respiro as palavras que, clamando suas manchas (experiência madre de todas as coisas), não são suficientes para o espírito. Elas me fazem pensar e me concedem o tempo da condolência. A embriaguez verte aqui suas forças flutuantes. Encontro a bruxa que lisonjeia o corpo das palavras por suas manchas.

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