Assim que o silêncio da alma serenou, um semicírculo se deteve entre emoções e giros lentos. Fez-se compasso na hora de navios. Arco-íris. Os cais solares se abrigaram. As tristezas já vagam. No horizonte sujo, moscas de sombra se abrem. Angústias nas barras do caminho. Lá no alto, a telha. O navio escorreu no rio, nas cidades, nos brilhos. O ouro e o destino andaram. Brumas armadas. No lento volante de vapores ainda ligeiros, a afeição ainda admira aberturas matutinas. A viagem golpeou. A febre contornou sonhos. Prumo natural das tristezas e das saídas dos portos. A vida celebrada nas passagens da nau. Lugar erguido. Desde então, ouvia-se a pobreza no chorar. Depois, no traje cosmopolita, transatlântico, o infinito se disse eterno. Liberte-se até pregar. Do ranger de marés à surdez, um outro se banha em marinhos despertares. Nada de atóis. A cortiça! Gira e ilumina, feito boca: vinhos, lemes, arpões, lenhos. O mar! O mar! O mar! Sonhos de purpurinas sob o azul absorto. Afogamento frio. Golpes de luzes azul-safira, no dia do ritmo. Delírios arrastados na embriaguez das liras. Ah! Amores amargos de martírios e céus. Trombas correntes. Monções na boca da noite e exultações de pombos. Criatura: manchas, horrores; iluminação das urnas. As ondas na distância mais próxima. O cantar áureo do poema marítimo. E as espumas. A taça brinda as sereias em tropa. Já não era popa nem proa, nem empenho, nem voragem. Na solicitude estalar do recife, os pés se inquietam, e a vela alva se desvela. Um jovem! Um jovem! Um jovem! Está gasta a solidão. Orla, fumo! Na vida de mar, o avanço se fez pequeno. Manes da distância. A náusea ao longe. Paquete livre. Afastado momento! Criatura livre, entre oceanos de espelhos, dorso agitado, cristais duros e contemplações de retratos. O outono e o mar atraem as janelas do jardim. Rodopiantes e velhas. A folha afasta desconfortos amarelos. Pelos mares, apoiando a morte inabitada, as velas acenam. Portos abandonados. Canto aquático desmanchado. Flanco de riso de espuma. Mar alçado. As vozes e as rouquidões e os ventos e os voos pensados e as buscas. Os lamentos das saídas. Cala o sonho: os palácios (arruinados), os parques (abandonados), as dores repuxadas. A manuscrita paisagem em tuas frases cortadas. As rasgadas cartas! Oxidadas ânsias. Aziagos de aflições fortuitas. O enfermo deitado no luar das ninfas, atraído. Enfim, o silêncio. Soa a voz de lira. Apolo fingido. Cauda negra dos rastros. Na pedra, durante dias raros. O sino além. Os nortes, delicados ao sul. A inveja nervosa, a morte náutica. Pregamento de cabos. Lebre artística, o tocar de corneta. A veste ornada de saídas. Como o desassossego? O Maelstrom implementado. Mostra-se agora! Desprezo outro.
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